É a vez da guerra informacional. E se Maduro ainda estiver na Venezuela? Antes de aceitar versões prontas, é preciso separar narrativa de fato.
Não governa países, mas governa fluxos. Não escreve leis, mas define o que circula. Em nome da neutralidade, comanda plataformas que amplificam narrativas, moldam percepções e influenciam decisões coletivas em escala global.
Nessa Era, o poder já não precisa de cargo público, votos ou eleições — basta controlar a infraestrutura onde a realidade é compartilhada — o verdadeiro poder do sistema atual
Deixo aqui minha patente admiração ao controlador. Não é fortunas, mas a estabilidade global que um único homem administra. Isso é admirável.
Agora, faça a pergunta que quase ninguém está fazendo:
você já considerou a possibilidade de Nicolás Maduro e sua esposa ainda estarem na Venezuela?
Já avaliou a hipótese — nada absurda em cenários de alta tensão — de que sósias tenham sido apresentados ou capturados em uma operação militar norte-americana?
Não? Então é hora de separar narrativa de fato e olhar com atenção para o que realmente pode ser comprovado.
Grandes veículos internacionais, como AP News, The Guardian e Washington Post, noticiam que os Estados Unidos teriam capturado Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em operação militar em Caracas. Essas reportagens, porém, baseiam-se majoritariamente em declarações oficiais do governo norte-americano.
Até o momento, não há confirmação independente e neutra — por jornalistas no local ou organismos internacionais — que comprove de forma autônoma a extração e custódia do casal.
Autoridades venezuelanas seguem exigindo prova de vida, evidenciando disputa de versões e ausência de validação independente.
As reações de China e Rússia convergem em um ponto central: a rejeição ao uso unilateral da força como instrumento de persecução política ou penal entre Estados soberanos.
Ambas classificaram o episódio como violação do direito internacional, alertaram para os riscos de escalada e reafirmaram a soberania como pilar da ordem global.
Mais do que defender a Venezuela ou seu governo, essas manifestações expõem uma disputa maior: a de quem define os limites da legalidade internacional.
O caso revela que, no mundo atual, a crise não é apenas militar ou diplomática, mas normativa — quando narrativas de poder tentam substituir regras, a estabilidade do sistema internacional entra em xeque.
No caso envolvendo Estados Unidos e Venezuela, a guerra informacional não se trava apenas entre governos, mas passa diretamente por plataformas globais como o Google e a Meta.
Com alcance praticamente planetário, o Google define quais versões do episódio aparecem primeiro, quais ganham legitimidade e quais permanecem invisíveis.
Quando uma narrativa oficial é indexada, ranqueada e reproduzida globalmente antes de qualquer confirmação independente, ela passa a operar como fato social, ainda que juridicamente inconcluso.
Nesse cenário, o poder não está só em quem age militarmente, mas em quem controla a infraestrutura da informação onde o mundo busca “o que está acontecendo”.
É aí que a disputa deixa de ser apenas geopolítica e se torna estruturalmente informacional.
Na guerra informacional contemporânea, Mark Zuckerberg e o Google representam polos distintos, porém complementares, de poder narrativo.
Enquanto o Google organiza o acesso à informação — definindo o que aparece primeiro, o que ganha autoridade e o que permanece invisível —, a Meta controla a circulação social da informação, amplificando conteúdos por engajamento emocional, viralização e redes de influência.
Não se trata de coordenação formal entre empresas, mas de um efeito estrutural: o que é priorizado na busca tende a ganhar legitimidade; o que viraliza nas redes tende a ganhar força política. Já reparou?
Nesse ambiente, Estados já não disputam apenas entre si — disputam espaço com infraestruturas privadas que moldam percepção, consenso e realidade pública em escala global.
No mundo atual, o poder não se limita a tanques, sanções ou tratados. Ele reside, cada vez mais, em quem controla os fluxos da informação.
Plataformas privadas passaram a organizar o que é visto, acreditado e compartilhado em escala global, influenciando conflitos, legitimidades e decisões políticas antes mesmo de qualquer verificação independente.
Quando a narrativa precede o fato, a soberania deixa de ser apenas territorial e passa a ser também informacional. É nesse terreno — invisível, mas decisivo — que as disputas do século XXI estão sendo travadas.
Mark Zuckerberg sempre sustentou um discurso de neutralidade — a ideia de que a Meta é apenas uma “plataforma”, não um ator político.
No entanto, a prática demonstra o oposto: decisões algorítmicas, regras de moderação, remoção seletiva de conteúdos e ajustes de visibilidade têm impacto direto sobre eleições, protestos, crises sanitárias e conflitos internacionais. Neutralidade, nesse contexto, é uma escolha política disfarçada de técnica.
Outro ponto central é a concentração de poder privado.
A Meta conecta bilhões de pessoas, controla dados sensíveis e define padrões globais de comunicação sem mandato democrático, sem controle público efetivo e com responsabilização limitada.
Zuckerberg, nesse arranjo, atua como gestor de um espaço público privatizado, onde regras mudam por decisão corporativa e afetam sociedades inteiras.
Na guerra informacional, o papel de Zuckerberg não é o de um estrategista estatal, mas o de um facilitador estrutural: suas plataformas não criam a narrativa oficial, mas decidem quais narrativas se espalham, quais se radicalizam e quais morrem no silêncio.
Isso confere à Meta um poder indireto, porém profundo, sobre a estabilidade política e social de diversos países.
Enquanto isso avalie que o Google não é apenas uma empresa de tecnologia: é um ator estrutural da ordem informacional global.
Seu alcance não se mede só em usuários, mas em capacidade de moldar percepções, narrativas e acesso ao conhecimento. Funciona como molde!
Já Mark Zuckerberg não é apenas um empresário da tecnologia. Ele é um ator central da ordem informacional contemporânea, cuja atuação influencia como conflitos são percebidos, como consensos se formam e como a verdade disputa espaço com a viralização. Adapta o molde numa perfeição ímpar. Eu aplaudi
No século XXI, esse tipo de poder — invisível, algorítmico e global — pode ser tão decisivo quanto o poder militar ou econômico.
Enquanto muitos aplaudem a pretensa “volta da democracia à Venezuela”, a guerra segue silenciosa, contundente, invisível e moldando a percepção coletiva.
Quem desejar conferir as primeiras imagens de Maduro chegando ao DEA dos Estados Unidos, “ferido e preparado” para uma demonstração de “padrão de voz”, desejando Feliz Ano Novo às pessoas que encontra confira nos links:
https://x.com/danimayakovski/status/2007647734098956294
Quanto a nós, meros mortais, seguimos ávidos de desfecho dessa moldagem
Já o Brasil como agiu diante do episódio de invasão à Venezuela? Nosso governo mais uma vez acertou em cheio ao se manifestar com segurança e cautela sobre o episódio.
O Brasil condenou a suposta captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, classificando o episódio como violação da soberania da Venezuela e do direito internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para o risco de precedentes perigosos e defendeu a solução de conflitos por vias diplomáticas e multilaterais. Pronto
Resumo da posição oficial do Brasil:
✔️ Condena a ação militar dos EUA como violação de soberania e direito internacional.
✔️ Chamou a atenção para os riscos de precedentes perigosos e desestabilização regional.
✔️ Buscou articulação diplomática internacional para reforçar respeito às normas multilaterais.
Quem desejar conferir acesse o link:
Brazil says US crossed 'unacceptable line' on Venezuela as officials track border - https://www.reuters.com/business/aerospace-defense/brazil-says-us-crossed-unacceptable-line-over-military-strikes-venezuela-2026-01-03/
Imagens disponíveis e retiradas do Google



Comentários
Postar um comentário
Obrigada por comentar no meu blog