Outro Messias, que não é Jair, rejeitado. Quem realmente vence no Senado? Vitória política ou fragilidade institucional?
A rejeição de um indicado ao STF, por si só, não pode ser tomada como sinal de incapacidade institucional. Pelo desenho constitucional, o Senado exerce uma função essencial de controle, um mecanismo clássico de freios e contrapesos. Nesse contexto, rejeitar um nome pode decorrer de razões legítimas: discordâncias jurídicas, avaliação política do perfil ou até articulações próprias do jogo parlamentar. O ponto crítico, portanto, não está no ato da rejeição, mas no critério que a orienta. É aqui que emerge o verdadeiro problema. Derrubar uma indicação não resolve o impasse institucional se não houver, na sequência, a construção de parâmetros consistentes. 👉🏻 Sem critérios claros para futuras escolhas, sem compromisso com padrões técnicos mínimos e sem alguma estabilidade na relação entre Executivo e Legislativo, a decisão perde densidade institucional e se reduz a um gesto episódico, mais político do que estrutural. E esse cenário se agrava quando observado sob a lente...