Ego econômico de Trump e o efeito colateral que fortalece o real! Quando a ambição econômica dos EUA acaba valorizando a moeda brasileira
Ao longo da última semana, a cotação do dólar teve um movimento de queda acumulada, com a média caindo em relação aos últimos dias.
👉 Isso significa que, no curto prazo (dias/semana), o dólar ficou um pouco mais barato em reais — ou seja, desvalorizou frente ao real. Sabe por quê isso aconteceu? Não? Então esse texto é para você!
Entender esse cenário, é preciso saber uma diferença básica:
• EUA lideram em poder financeiro global
• China lidera em capacidade econômica ajustada ao custo de vida
A Regra de bolso básica é bem simples
• 💼 Comércio internacional, finanças, dívida → PIB nominal
• 🏭 Produção, consumo interno, padrão de vida → PPC
Isso resulta numa comparação rápida:
- Os 🇺🇸 Estados Unidos é a maior economia em valores absolutos (PIB nominal)
- Já a 🇨🇳 China é a 2ª maior economia, mas é a 1ª em PIB por Paridade de Poder de Compra (PPC). Ops, então como isso funciona? Mais ou menos assim:
👉🏻 Para tamanho econômico e poder financeiro global → Estados Unidos
👉🏻 Para capacidade produtiva interna ajustada ao custo de vida → China
Dessa forma o PPC mede quanto a produção realmente compra dentro do país. Sua funcionalidade e vantagem principal:
- Ajustar o PIB ao custo de vida local
- Mostrar capacidade produtiva real
- Comparar nível de vida e consumo interno
- Reduzir distorções cambiais
👉🏻 Em outras palavras quando a China se movimenta o dólar desvaloriza. Isso acontece porque todo poder financeiro oscila em torno do consumo. Nada adianta grande produção se não tiver quem compra, ou consuma! Entendeu?
Um exemplo clássico disso:
Com US$ 1.000 você compra muito mais na Índia do que nos EUA — o PPC captura isso.
Agora veja essa tabela:
Indicador | 🇺🇸 EUA | 🇨🇳 China |
PIB nominal | Maior do mundo | 2º lugar |
PIB (PPC) | 2º lugar | Maior do mundo |
Moeda | Forte | Mais controlada |
Custo de vida | Alto | Menor |
Avaliando esse quadro, questione: Como isso é possível? A China não produz petróleo, mas é a maior economia global em indicador PPC?
A resposta vem fácil: A China é a maior importadora de petróleo do mundo, com importações extremamente altas (mais de 11 milhões de barris por dia segundo estimativas globais recentes).
Veja bem: Importador de petróleo significa que o país traz petróleo bruto do exterior para abastecer suas refinarias, indústrias e consumo interno. Países que importam muito geralmente produzem pouco internamente ou consomem mais do que produzem.
Daí de quais países a China mais compra petróleo? Confere:
👉🏻 A China compra petróleo de quase todo mundo, mas os principais fornecedores são: Rússia, Arábia Saudita e Irã que formam o núcleo duro do abastecimento.
Enfim, a China diversifica fornecedores para reduzir risco geopolítico
• 🇷🇺 Rússia virou o nº 1 por preço + logística
• 🇮🇷 Irã é essencial para descontos e segurança energética
• 🇧🇷 Brasil já é fornecedor estrutural, não mais ocasional.
E a Venezuela, como ficou?
A resposta também é fácil: A China comprou e ainda compra petróleo da Venezuela. Ela se tornou grande compradora de petróleo venezuelano.
A China como todo hábil comprador não divulga oficialmente dados detalhados sobre suas importações venezuelanas, e parte do petróleo chegou a ser rebatizado como se fosse de outros países para contornar restrições e sanções.
A partir daí Nicolas Maduro, foi “extraído”do governo da Venezuela e levado preso para os EUA. Agora são as petrolíferas dos EUA que controlam o petróleo venezuelano.
Agora dá para entender por que o Irã — peça-chave no abastecimento energético da China — está no centro de ataques e ameaças do governo Trump?
Nicolas Maduro foi preso com acusações de narcotráfico, enquanto o Irã é acusado de enriquecer urânio com projetos de armas nucleares! Sem defesa de armas nucleares os dois fornecedores de petróleo - Venezuela e Irã - se tornaram alvos fáceis da sanha de ego de Donald Trump!
Já o Brasil como figura nessa “panaceia de guerras de egos econômicos”? Veja
Nos últimos anos, o Brasil
- Entrou de forma consistente no top 10 exportadores globais
- Ampliou rapidamente a fatia da Ásia como destino principal
- Tornou-se fornecedor regular, não apenas oportunista
Hoje, a China é o maior comprador individual do petróleo brasileiro, seguida por outros mercados asiáticos.
No fim de tudo por que a China (Ásia) compra mais do Brasil? São três fatores decisivos:
- Diversificação geopolítica, querem reduzir dependência excessiva do Oriente Médio e da Rússia.
- Estabilidade institucional - Brasil é visto como fornecedor: Politicamente previsível; Sem sanções internacionais; Com contratos confiáveis. E finalmente,
- Escala e previsibilidade: A produção do pré-sal permite: Contratos de longo prazo; Crescimento sustentado de oferta
De uma forma ou de outra, o ego econômico exacerbado de Trump — ao buscar reafirmar os Estados Unidos como a maior economia global, da qual todos os demais se tornem dependentes — acaba produzindo um efeito colateral positivo: o reforço e a valorização do real.



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