EU FUI VOTAR. E VI A ESPERANÇA VIVA.
Eu fui votar.
E, mais do que votar, eu vi.
Vi eleitores com mobilidade reduzida enfrentando suas próprias limitações para não abrir mão de um direito.
Vi idosos com dificuldades de toda ordem, caminhando com esforço, mas chegando.
Vi pais levando seus filhos pequenos, talvez sem perceber que, naquele momento, estavam dando uma das maiores aulas de cidadania que uma criança pode receber.
Vi casais, cada um carregando suas próprias crenças, convicções e escolhas.
Vi jovens com o olhar cansado e, em alguns, um certo desânimo diante do futuro.
Mas também vi adultos esperançosos, acreditando que ainda vale a pena participar, escolher e tentar mudar.
Vi diferenças.
Vi divergências.
Vi histórias de vida que jamais serão iguais.
Mas vi algo que nos une:
todos estavam ali porque acreditam que sua escolha importa.
E talvez seja essa a maior força da democracia.
Não precisamos pensar igual.
Não precisamos acreditar nas mesmas coisas.
Não precisamos escolher o mesmo caminho.
Precisamos, acima de tudo, respeitar o direito de cada cidadão fazer suas próprias escolhas.
Hoje, eu vi pessoas enfrentando limitações, cansaço, desânimo e dificuldades para cumprir o seu dever cívico.
E isso me marcou.
Porque democracia não se sustenta apenas em discursos.
Sustenta-se na presença, na participação e na coragem de exercer direitos.
Enquanto houver um cidadão disposto a sair de casa para votar, mesmo diante das dificuldades, haverá democracia para defender.
E democracia não se entrega, não se negocia e não se abandona.
Democracia se exerce. Democracia se respeita. Democracia se defende.

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