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Quando a CPMI bate à porta da fé: o choque entre Damares e Malafaia

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Do púlpito ao plenário: por que Damares e Malafaia entraram em rota de colisão Fé, poder e silêncio rompido: esse é o conflito que fez Malafaia expor o “ pacto evangélico ”. Quer conhecer como isso aconteceu? Pois bem, vamos lá.  Todo mundo adora dar lição de moral. “ Faça escolhas melhores. Viva com honestidade. Entregue tudo nas mãos de Deus ”, aconselham. Mas Deus não paga a prestação da casa, nem as contas que vencem no fim do mês. Não cobre plano de saúde, água, luz ou mercado. Então fica a pergunta incômoda: dá para trocar conselhos, boas intenções e orações por dinheiro? (Diálogo adaptado do   do thriller  Dinheiro Suspeito   que  alcançou rapidamente o primeiro lugar entre os filmes da Netflix mais assistidos da plataforma no mundo)  É nesse vazio entre a fé pregada e a vida concreta que se constrói um cenário altamente rentável: a transformação da angústia cotidiana em capital religioso — e, depois, em capital político .  A moral consola, a...

Quando a extrema direita vira caricatura política. A narrativa do “golpe” que não se sustenta nem no próprio espelho

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A incapacidade política da extrema direita brasileira deixou de ser um problema estratégico — virou um caso didático. Isso é assustador. A cada novo episódio, não se observa evolução no debate, mas um aprofundamento na confusão conceitual e na desinformação deliberada. O exemplo mais recente é revelador: a tentativa de usar recortes de falas de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro para sustentar a tese de que a esquerda estaria, ela própria, “planejando um golpe”. A pergunta inevitável é simples: golpe contra quem? O óbvio que precisa ser repetido Lula venceu as eleições pelo voto popular . Assumiu o governo dentro das regras constitucionais . Exerce um mandato legítimo conferido pelas urnas . Falar em “golpe” nesse contexto não é apenas erro de análise — é negação da lógica política básica . Golpes são articulados contra governos eleitos, não por governos eleitos. Não se dá golpe contra a própria vitória eleitoral. Essa narrativa não resis...

O Congresso escolhe. A sociedade paga a conta: está na hora de mudar esse modelo. Fiscalizar é coisa séria. A escolha de quem fiscaliza também.

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Você sabia que  6 das 9 vagas do TCU  são escolhidas e indicadas pelo  Congresso Nacional ? E que essas escolhas são  essencialmente políticas , sem sabatina pública e sem exigência de carreira técnica prévia? Se isso é novidade pra você, este texto é exatamente pra você. O  Tribunal de Contas da União  existe para fiscalizar bilhões de reais do dinheiro público. Mas quando o órgão de controle passa a ser ocupado por indicações políticas, o risco é evidente:  a fiscalização perde força e a independência fica sob pressão . O caso do  Banco Master  funciona como um sinal de alerta. Ele expõe como um órgão que deveria atuar com rigor técnico pode acabar sendo percebido como  espaço de negociação política . E quando isso acontece, o controle deixa de ser firme — e o prejuízo é institucional. Tem dúvidas? Então siga comigo. Os fatos mostram por que esse modelo precisa ser questionado Todo esse cenário atual chamou atenção para o modelo de esc...